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Que caos é esse que destrói qualquer esperança e que as ferramentas da arte enterra? Na aguda extremidade do instante, a animosidade se reveza com o pavor – como animais amontoados a espera do abate.
O que pode aliviar a voz grave que ecoa da dor? Os pensamentos repetem a mesma projeção indesejada, que debilita o corpo como um vírus.
O barulho da serra elétrica deixa o pobre boi em transe. A modelo-bomba explode no fim do desfile de aparências.
As verdades cheiram como genitálias de mendigos e refugiaram-se na alma fria. Sem encantamento, como dar beleza ao que não tem?
O filé do cadáver transportou melancolia convertida em enzima. O amargo da vida sobressaiu-se ao gosto do bálsamo, numa imersão da alma em ódio.
A vida pelo caminho da verdade é a espera da abate.
O mendigo gozou na podridão do seu cobertor e comeu o bife velho do lixo! O que pode aliviar a dor do paciente terminal?
O paliativo é condição do instante? Vista-se de bombas ou procure as ferramentas da arte!
O pássaro assoviou no alto, apesar da destruição.



Escrito por gheirart às 12h33
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O homem feliz perdeu seu foco revolucionário e sem revolução sua existência se fez patética. Fez vistas grossas à inquietude que tentava apossar seu corpo e perdeu o sentido de ser. Dilui-se no mercado do tudo pós-moderno e dormiu com um mundo injusto e em chamas. Seu sorriso revelou sua existência vulgar, simulou seus desejos na satisfação de um cão. Seu fim principal foi extender a alegria ao insuportável e o que ganhou seu olhar foi o que era desprovido de conflito. E eu só pude compreendê-lo quando acordei alegre!



Escrito por gheirart às 12h47
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Casais lotaram a calçada e tolheram-me a velocidade incerta
Quebrei a paciência por volta de 35 anos atrás, mas agora até posso avistá-la encoberta
A minha identidade individual trilhou também pelo lado inverso

Desisti de procurar no outro a minha autenticação perversa
Podei, entediado, a interminável e desnecessária conversa
E foi preciso mergulhar nos fluxos do reverso

O trânsito da procissão tardou a minha solidão corpórea
Ampliou a ansiedade no acolhimento cognitivo da história
Arrebatou-me de um trágico e hiper-real universo

Desfaleci ------------- enquanto a luz de um farol passeou pelo meu corpo
Fui possuído por um sonho contaminado por um real amorfo
O qual permaneci por toda a vida imerso



Escrito por gheirart às 10h40
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A falta é um espaço vago. Do que é ela feita (ou ela nem sequer é)? Falta um braço, falta bom senso, falta autoestima, falta um pai, falta faltar etc. Nesta inconstância moram as mudanças, mas também residem as ansiedades. As janelas abertas apagaram o escuro onde faltava luz – revelou. A completude é utopia das partículas? A mente já mapeou o possível todo e sorriu para a frustração. Outro automóvel foi retirado da vaga. O que faltou? Tudo ou nada? A falta é um espaço cheio de nada aberto para as incertezas do "novo". E, talvez, não nos falte nada – apenas nos ausentamos de nós mesmos. Seria a vida como um jogo de letras só possível por causa do espaço? Faltou paciência no caminho ou deixou de sorrir por falta de dente? Mas a falta impulsiona movimento, é combustível. O espaço separou as pedras para que fossem outras. Os que não podem desejar conformam-se no efêmero. Realizam-se na quantidade do que falta. A filosofia é para quem ama a sabedoria.



Escrito por gheirart às 11h35
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A boca costurada não arriscou sequer um sorriso
Apostou, então, na fé do que ri até chorar
A alma se afinou no exercício de um ódio impreciso
Dando as víceras um sabor amargo salutar

Dentro da frágil e intensa cavidade
A textura de um pedaço da mesma carne
Combateu amores mesquinhos e débeis
E interferiu na conexão transcendente
Resignou-se num golpe de vento veemente
e subiu acima das nuvens de lágrimas estéreis

Estiou-se no jogá-las para o nada
Regredindo rumo à evolução
O sentido do gosto da carne cortada
Ressaltou a fática destruição



Escrito por gheirart às 09h36
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Escrito por gheirart às 09h15
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Acordei com o canto improvisado de um apocalíptico pássaro. Parecia um alerta para a complexidade do fim. Pela janela, não pude localizar aquele jovial canto, na vastidão de árvores contaminadas por indigestas nuvens que escondiam o Sol. O amor de alma sugou-me a céu aberto, flagrei-me ao observar o funcionamento dos órgãos de uma formiga no processar da decomposição – fui desvelado na minha auto-compreensão de ser. Os corpos são também túmulos.
Aquele cachorro atropelado na estrada abandonada fervia-se de vidas outras: foi fragmentado em vermes e se transformou em quantas coisas? O fim foi sua expansão? E o pobre velho, que foi derrubado pelo ônibus, não ouviu o pássaro? Seu corpo contorcia como uma formiga que comeu veneno. Um fecho de luz ressaltava uma pequena poça de sangue – a morte foi atraída como um tubarão faminto. A fragilidade doía-me no vigor e não posso dizer se a alma abandonou o corpo daquele bebê-adulto – de camisa branca, caído de costas.
O futuro é uma constante ameaça para o instante, mas fomos esquecidos num mundo em chamas! E as verdades científicas, num auto-isolamento do caminho, querem garantir nossa exclusiva permanêcia para contemplarmos, indestrutíveis, a ruína do planeta? O sujeito quebrado com a subjetividade exposta movimenta-se abraçado ao tubarão faminto.



Escrito por gheirart às 09h32
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Todas as noites eu vivencio a morte com a chegada do sono. É sempre uma inevitável escuridão que se amplia, até as janelas se fecharem. Águas brotam de paisagens das quais eu sempre esqueço a cor. Arrastam-me, engolem-me e mantém-me submerso em seus fluxos irregulares e descontínuos, como na ruptura da pausa do corpo em alta velocidade.
Nas poucas vezes que não durmo, sinto saudades da morte e permaneço melancólico em contemplar a infinitude do instante do que é acordado.
Onde acordou aquele que foi despejado pelo corpo gelado?
As portas se fecharam ou num lampejo escolheu escuridão?
Será que a vida contamina a morte da mesma maneira que a morte contamina a vida?
E se estivéssemos mortos antes de nascer do mesmo jeito que para acordar precisamos dormir?
(Tantos dormem acordados...)
A minha alma sitiada espraia-se em lugares úmidos. Ela fez da chuva o seu Sol – deita, então, na areia da praia para sentir raios molhados. Muitas vezes, deixa-se levar pela correnteza, numa expedição imaterial – sempre com sequelas.
A escuridão se vai também para os que acordam do “outro lado da vida”?
Ah, costurei uma lupa no meu olho direito para enxergar o real em detalhes. E é aterrorizador ver o pessimismo que desenha o mundo e que nos arranca as esperanças.
Mas ver todos os castelos de areia desmanchados pode servir para transformar o caos em argila do reencanto! E ter impulso para todos os dias acordar para durar!



Escrito por gheirart às 14h56
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Foram muitos os dias que já se passaram? A ocupação qualificada foi a garantia dessa permanência construída. A complementariedade de tudo parece manter-nos acesos naquilo que a razão nos impede. Somos “homo-sapiens-sapiens-demens-demens”. A existência continua a ser o mesmo grande buraco negro das dúvidas. O que pode ser maior? Muitos mais dias se passaram para o homem que se trinca com a idade – espera a morte como um inimigo imaginário. Ah, a mesma morte que habita a vida aparece antecipadamente para alguns, antes da consciência natural. E impõe uma maturidade traumática e melancólica que ultrapassa os pobres corpos sem vida. Uma insegurança que sempre retorna num vírus, numa guerra, na emissão de gás-estufa dessa droga de agropecuária, nas usinas nucleares etc. A desordem foi o embrião da vingança do um bebê que assistiu, num desfoque, um assassinato? Em nossa curta permanência, vamos chegando mais próximos ao buraco: a terra não é mais o centro do universo; somos seres tão celestiais quanto os macacos; a alma é apenas nossa tola esperança de transcendência; deus está morto; as máquinas quase tomaram o nosso lugar. O homem pós-moderno só poderia ser o mais revoltado de todos, mas não conseguiu transformar sua indignação. Rebela-se na superficialidade e morre afogado no raso. E o resultado disso é catástrofe, uma inconsciente antecipação do fim no lançar-se no buraco. Queremos acabar logo com essa palhaçada? --------------------------------------------- Reencantei-me com o verbo COOPERAR! A natureza nos mostra essa obviedade no seu próprio funcionamento, in loco. Cooperar é olhar para além da natureza, é ir em busca de auto-superação.



Escrito por gheirart às 10h00
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Lembre-se:
Tudo é pior para aquele que a arte não pode ferir verdadeiramente.
Mas ela é também
bálsamo.
É o alívio da dor da queimadura com vaselina!
A fé tímida e misteriosa que é força silenciosa para o fardo de existir.
Os sentimentos compartilhados no acolhimento do poético.
Morrissey está em casa!


Seasick, Yet Still Docked

I am a poor freezingly cold soul
So far from where
I intended to go
Scavenging through life's very constant lulls
So far from where I'm determined to go

Wish I knew the way to reach the one I love
There is no way ...
Wish I had the charm to attract the one I love
But you see, I've got no charm
Mmm...

Tonight I've consumed much more than I can hold
Oh, this is very clear to you
And you can tell I have never really loved
You can tell, by the way, I sleep all day

And all of my life no-one gave me anything
No-one has ever given me anything
My love is as sharp as a needle in your eye
You must be such a fool to pass me by...



Escrito por gheirart às 15h40
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O sujeito pós-moderno parece ser a reta final de retorno ao primitivo. Terá ele gostado da experiência primitiva da sua versão digital e almeja retornar a um estado neo-selvagem? E, então, como será efetivamente essa regressão da espécie humana ou essa irreversível mutação vindoura?
Superemos o retorno à descendência da variação do macaco. O homem insensível, autista social, abandonado pelas funções do corpo etc. só poderá expressar-se na baixeza da violência fria da mente. A própria espécie vem, ao longo do reinado da tecnologia, fazendo-se auto-suficiente, auto-inimiga etc. E as máquinas agenciaram a segurança do distanciamento, da não convivência (na realidade da energia elétrica e dos sinais conectivos dos satélites). O enfrentamento humano está a cada dia mais violento que qualquer revolução, porque parte de um ideal-individual-invisível.
As solidárias leis garantirão jaulas para toda a espécie?
O tiro no pé do iluminismo nos contaminou a alma. E, na lotação máxima do real, que por suposto é também material, onde desovaremos as ameaças à essa velha vida social que nos deu e tirou tudo?
Bem, como os astronautas, todos seremos suicidas em potencial. E como eles, todo transgressor deverá ser lançado ao espaço, ameçando a única condição de transgressão. Será que ainda assim fugiriam ou assumiriam o controle da nave?
Apenas os que voltassem desse método de tortura medieval-digital, seriam absolvidos pela experiência. No grande contingente, seriam-nos úteis para muitas descobertas.
Nesse cenário, para resolver o desemprego estrutural, os astronautas seriam promovidos a carceireiros!



Escrito por gheirart às 10h50
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O balladeur saiu às ruas, sem destino. Deixou-se entregar ao cotidiano ordinário. Viveu o excesso numa quase sociocentria, procurando a beleza do equívoco. Em movimentos não-lineares, superando espaço e tempo, percorreu o desenho da cidade em corpo e alma. Explorou para além das aparências.
.............................................................. Exercitou o pensamento imaginando os possíveis acontecimentos de uma rua de construções antigas. Locomoveu-se na velocidade dilatada, ao extremo, do trêm. Espantou pombas que se aglomeravam num fétido vômito. Sorriu para a puta na porta do cafofo. Sentou-se ao lado do mendigo e fixou-o em silêncio. Ouviu um concerto, no fone de ouvido, na sala de espera de um pronto socorro.
............................................................... A procissão caminhava, em círculos, para o lugar nenhum do mesmo lugar. Os rostos oscilavam na personalidade forçada, no encantamento da afirmação espetacular. Dois homens lutavam em vão numa esquina, enquanto um cisne, no lago do parque, abstraía os ruídos como que delineando os cílios. Não desejou a nostalgia cômoda e vulgar. Enfiou-se na multidão de Poe: ampliou-se e reduziu-se, causando estrias no cérebro.
Avistou a maquete de cemitério de cima e tentou o diabo. Assistiu um carrinho de bebê sumindo na fumaça do escapamento de um caminhão. Seguiu os passos de um obeso no subir da ladeira. Conduziu o cheiro de um boteco à alma. Lavou o esperma fresco, respingado no vaso público, com a urina. Deitou aos pés da multidão para contemplar o desenho abstrato que milhares pernas formavam. Tudo ocorreu por um século de instante.
............................................................... Foi resgatado pelo cansaço. Os prédios, fervendo, forçaram o Sol a se pôr para o labirinto. Em casa, outra multidão sem corpos o aguardava! Da experiência, enojou-se apenas do equívoco.



Escrito por gheirart às 09h51
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Na distância, tudo é passível de ressignificação. Entre o sujeito e o objeto permeiam juízos, intuições, enfim, construções enunciativas. Tem sempre um “espaço” até entre a menor partícula, para que ela possa existir, e, assim, é aí onde as coisas se “encontram”. E, como já nos foi antecipado, em especial na relação intelectual entre os alemães Kant e Heidegger, ligamo-nos aos objetos para além dos possíveis predicados, porque invadimos seus significados na experiência.
No mundo pós-moderno, a ficção se assume como vilã, como interferência dessa “conexão”. Desde os primórdios do establecimento da tão discutida “indústria da cultura”, o homem vem pensando como a ficção vem atuando forçosamente neste intermédio – por suposto e contrário do processo da linguagem, sempre apostando pouco na refração. Na prática, é um espelho semi-autônomo, de muitos reflexos próprios, que nos oferece modelos de subjetividade por meios coisas sentidas e testadas. O olhar se aliena e é quem seleciona e conduz os desejos, muitas vezes independente do corpo e da própria razão. Assim, a frustração se estabelece como o companheiro de permanência que te aborda toda a viagem. A mulher que se masturba assistindo a dupla penetração do filme pornográfico não considera sua anatomia, por exemplo. O prazer da perversão está na obesidade do olhar que desconsidera a também possibilidade do questionamento da dor. É uma leitura, entre tantas possíveis. A “realidade ficcional” preenche boa parte do “espaço enunciativo” e nos diz, na mesma frieza niveladora, o que é o não é poético, o que é ou não é amor, o que é o ou não é hamburger etc. A sensibilidade fica, inevitavelmente, jogada num balão de oxigênio de uma unidade intensiva ontológica?



Escrito por gheirart às 10h19
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Soneto, de Augusto do Anjos
(poema dedicado ao seu filho nascido morto, em 2 de fevereiro de 1911)

Agregado infeliz de sangue e cal,
Fruto rubro de carne agonizante,
Filho da grande força fecundante
De minha brônzea trama neuronial,

Que poder embriológico fatal
Destruiu, com a sinergia de um gigante,
Em tua morfogênese de infante
A minha morfogênese ancestral?!

Porção de minha plásmica substância,
Em que lugar irás passar a infância,
Tragicamente anônimo, a feder?!

Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,
Planteisticamente dissolvido
Na noumenalidade do NÃO SER



Escrito por gheirart às 10h05
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Denominamos de infinito o que nos é inalcançável e à frente do máximo que conseguimos chegar – conotação essa espacial, já que o tempo começa e termina para todos.
O que é infinito para o ser que vive na lua ou para a bactéria que vive num intestino?
As gotas que formam os oceanos são separadas por algum espaço? Todas elas juntas exibem um particular infinito ao homem que busca a linha que divide céu e mar.
Ah, a liberdade não nos dá acesso a tudo, porque estamos condicionados em frágeis e fortes corpos ou coisas. A proporcionalidade do maior e do menor corpo dá ao infinito dimensões outras.
Um macaco que pode correr na floresta na sua infinita mobilidade é mais livre que a mente de uma criança trancafiada num infinito mundo de imagens?
Sempre que avançamos, reduzimos o infinito e ele se renova na sua infinidade. É como luzes acesas nas trevas que revela a sucessão do infinito desconhecido. Pisar no fundo do mar causa-me uma remota sensação de um gigante que esmaga a cidade na mesma ingenuidade que aquela criança aniquila pobres formigas. Não é sem essa mesma culpa que a natureza se devora ou que o pequeno macaco provoca o feroz leão jogando frutas podres em sua juba? A baleia ficou encalhada na praia porque dilatou desenfreadamente o espaço no exercício da sua liberdade. O infinito foi a sua própria destruição. Não pode fugir com nadadeiras artificiais e perdeu sua permanência.
Mas nós não nos sentimos menos frágeis quando assistimos o infinito de um oceano da janela do avião? Se ele cumprir seu percurso, a desordem será apenas uma possibilidade paralela. Não seria um astronauta um suicida em potencial? E da mesma forma as gêmeas de Makhmalbaf seres covardes? Tudo parece estar na frente, como o futuro, mas o tempo não se pode voltar. O filho pródigo retornou a casa do pai, mas encontrou apenas a casa e o amor. O passado foi escaneado pelo cérebro. Quando trocamos de lugar com uma estrela, não conseguimos mais nos enxergar. Religamos-nos, então, com a existência.



Escrito por gheirart às 09h18
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