As vezes, sinto uma estranha felicidade Mesmo que eu a receba como uma visita indesejada Ela vai me rendendo, dando cores ao meu mundo acinzentado Alguns eus se entristessem no anestesiamento da essência E fogem numa luz clara e forte que se misturam a minha luz Todos os meus buracos se transformam em holofotes Cegando-me para que eu anule o sensível corpóreo Tão logo novos lagos de lágrimas começam a minar E outros eus se entristessem A melancolia, com suas armas, faz todos como seus reféns No cárcere privado e úmido do instante E nos confortamos como dois amantes que vêem a morte minutos antes de morrer “Respeite a morte”, grita um deles. Um morre após o outro. Outras vidas os rendem - aparecem no jantar dos vermes, na celebração do fim. A existência em si é o pântano. Li um título numa revista de um homem que sentou ao meu lado no ônibus: “a riqueza dos pobres e a pobreza dos ricos”. Pensei por dois vieses: a grandeza da alma dos pobres e a pequenez da alma dos ricos ou como eles enxergam o que são riqueza e pobreza. Na verdade, acho bem pior a pobreza dos pobres e a riqueza dos ricos Drop your bombs on all I see Leave this world alone for me The thing I need to hide behind It reigns beneath my holy skies
Escrito por
gheirart
às
21h31
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