.:: Histórico ::.

06/12/2009 a 12/12/2009
29/11/2009 a 05/12/2009
22/11/2009 a 28/11/2009
15/11/2009 a 21/11/2009
08/11/2009 a 14/11/2009
01/11/2009 a 07/11/2009
25/10/2009 a 31/10/2009
18/10/2009 a 24/10/2009
11/10/2009 a 17/10/2009
04/10/2009 a 10/10/2009
27/09/2009 a 03/10/2009
20/09/2009 a 26/09/2009
13/09/2009 a 19/09/2009
06/09/2009 a 12/09/2009
30/08/2009 a 05/09/2009
23/08/2009 a 29/08/2009
16/08/2009 a 22/08/2009
09/08/2009 a 15/08/2009
02/08/2009 a 08/08/2009
26/07/2009 a 01/08/2009
19/07/2009 a 25/07/2009
12/07/2009 a 18/07/2009
05/07/2009 a 11/07/2009
28/06/2009 a 04/07/2009
14/06/2009 a 20/06/2009
31/05/2009 a 06/06/2009
24/05/2009 a 30/05/2009
17/05/2009 a 23/05/2009
10/05/2009 a 16/05/2009
19/04/2009 a 25/04/2009
05/04/2009 a 11/04/2009
22/03/2009 a 28/03/2009
15/03/2009 a 21/03/2009
01/03/2009 a 07/03/2009
15/02/2009 a 21/02/2009
25/01/2009 a 31/01/2009
07/12/2008 a 13/12/2008
30/11/2008 a 06/12/2008
12/10/2008 a 18/10/2008
05/10/2008 a 11/10/2008
21/09/2008 a 27/09/2008
07/09/2008 a 13/09/2008
31/08/2008 a 06/09/2008
24/08/2008 a 30/08/2008
17/08/2008 a 23/08/2008
10/08/2008 a 16/08/2008


.:: Outros sites ::.

UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis

.:: Votação ::.

Dê uma nota para meu blog

.:: Indicação ::.

Clique aqui para me indicar

 


O balladeur saiu às ruas, sem destino. Deixou-se entregar ao cotidiano ordinário. Viveu o excesso numa quase sociocentria, procurando a beleza do equívoco. Em movimentos não-lineares, superando espaço e tempo, percorreu o desenho da cidade em corpo e alma. Explorou para além das aparências.
.............................................................. Exercitou o pensamento imaginando os possíveis acontecimentos de uma rua de construções antigas. Locomoveu-se na velocidade dilatada, ao extremo, do trêm. Espantou pombas que se aglomeravam num fétido vômito. Sorriu para a puta na porta do cafofo. Sentou-se ao lado do mendigo e fixou-o em silêncio. Ouviu um concerto, no fone de ouvido, na sala de espera de um pronto socorro.
............................................................... A procissão caminhava, em círculos, para o lugar nenhum do mesmo lugar. Os rostos oscilavam na personalidade forçada, no encantamento da afirmação espetacular. Dois homens lutavam em vão numa esquina, enquanto um cisne, no lago do parque, abstraía os ruídos como que delineando os cílios. Não desejou a nostalgia cômoda e vulgar. Enfiou-se na multidão de Poe: ampliou-se e reduziu-se, causando estrias no cérebro.
Avistou a maquete de cemitério de cima e tentou o diabo. Assistiu um carrinho de bebê sumindo na fumaça do escapamento de um caminhão. Seguiu os passos de um obeso no subir da ladeira. Conduziu o cheiro de um boteco à alma. Lavou o esperma fresco, respingado no vaso público, com a urina. Deitou aos pés da multidão para contemplar o desenho abstrato que milhares pernas formavam. Tudo ocorreu por um século de instante.
............................................................... Foi resgatado pelo cansaço. Os prédios, fervendo, forçaram o Sol a se pôr para o labirinto. Em casa, outra multidão sem corpos o aguardava! Da experiência, enojou-se apenas do equívoco.



Escrito por gheirart às 09h51
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]