Foram muitos os dias que já se passaram? A ocupação qualificada foi a garantia dessa permanência construída. A complementariedade de tudo parece manter-nos acesos naquilo que a razão nos impede. Somos “homo-sapiens-sapiens-demens-demens”. A existência continua a ser o mesmo grande buraco negro das dúvidas. O que pode ser maior? Muitos mais dias se passaram para o homem que se trinca com a idade – espera a morte como um inimigo imaginário. Ah, a mesma morte que habita a vida aparece antecipadamente para alguns, antes da consciência natural. E impõe uma maturidade traumática e melancólica que ultrapassa os pobres corpos sem vida. Uma insegurança que sempre retorna num vírus, numa guerra, na emissão de gás-estufa dessa droga de agropecuária, nas usinas nucleares etc. A desordem foi o embrião da vingança do um bebê que assistiu, num desfoque, um assassinato? Em nossa curta permanência, vamos chegando mais próximos ao buraco: a terra não é mais o centro do universo; somos seres tão celestiais quanto os macacos; a alma é apenas nossa tola esperança de transcendência; deus está morto; as máquinas quase tomaram o nosso lugar. O homem pós-moderno só poderia ser o mais revoltado de todos, mas não conseguiu transformar sua indignação. Rebela-se na superficialidade e morre afogado no raso. E o resultado disso é catástrofe, uma inconsciente antecipação do fim no lançar-se no buraco. Queremos acabar logo com essa palhaçada? --------------------------------------------- Reencantei-me com o verbo COOPERAR! A natureza nos mostra essa obviedade no seu próprio funcionamento, in loco. Cooperar é olhar para além da natureza, é ir em busca de auto-superação.
Escrito por
gheirart
às
10h00
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